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Diagnóstico de espondilite anquilosante é atrasado pela falta do encaminhamento ao reumatologista- “NÃO É UMA SIMPLES DOR NAS COSTAS”

dor nas costas-1Um artigo publicado em agosto de 2015 no Annals of the Rheumatic Diseases avaliou a necessidade do encaminhamento precoce de pacientes suspeitos de serem portadores de espondilite anquilosante ( coluna vertebral que lembra o aspceto de bambu)para o reumatologista.
Até o momento existe um gap considerável de aproximadamente 5-8 anos entre o início dos sintomas e o diagnostico de espondilite anquilosante.
Uma das principais causas é o atraso do encaminhamento destes pacientes ao reumatologista.

A dor crônica na coluna é o principal sintoma da espondilite. Entretanto a dor crônica na coluna é uma condição extremamente comum e a espondilite é responsável por 5% dos casos.
Sendo assim a sociedade internacional de espondiloartrites (ASAS) criou critérios que devem chamar atenção ao medico para o encaminhamento imediato do paciente ao reumatologista.

Deve ser imediatamente encaminhado ao reumatologista pacientes que apresentem dor crônica nas costas (duração > ou = há 3 meses) cuja dor iniciou antes dos 45 anos e apresentem:

A- Dor inflamatória nas costas (dor pior pela manhã e diminui com anti-inflamatórios)
B- Presença do marcador HLA-B27
C- Sacroileíte detectada em exames de imagem (RX ou ressonância)
D- Manifestações extra articulares ( psoríase, doença inflamatória intestinal ou uveíte)
E- Manifestações periféricas (artrite, entesite ou dactilite)
F- História familiar de espondiloartrites
G- Boa resposta aos antinflamatórios
H- Exames de inflamação alterados

dor nas costas-2Sendo assim se um paciente apresenta dor nas costas com início antes dos 45 anos; pior pela manhã e que melhora com o uso de antiinflamatórios não deve ficar culpando o colchão e sim deve procure um medico especialista em reumatologista, alertam os Drs. Jose Goldenberg e Evelin Goldenberg da Clinica Goldenberg.

Leia mais:
Como prevenir dor nas costas?
Dor nas costas, fatores de risco!

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Bruxismo (disfunção temporomandibular) e a dor na coluna cervical

Dor da Coluna CervicalA articulação temporomandibular é aquela que se localiza na face, exatamente no ponto que  o maxilar inferior se liga ao crânio – é a articulação da mastigação, do comer, do falar. Ela abre e fecha a boca, dai trabalhar mesmo quando  dormimos, pois, durante o sono se esta sempre deglutindo ou apertando os dentes. Simplesmente também chamada de ATM.

Quando não cumpre bem o seu papel articular aparece o que se denomina a  disfunção temporomandibular ou orofacial que acomete cerca de 40% da população mundial. Ela se caracteriza por um conjunto de anormalidades na articulação responsável por dores crônicas que se manifestam por dor localizada ao redor da orelha ou nas suas proximidades. Com  esta anormalidade, surge  um cortejo de sintomas, como: dor de cabeça, dor no pescoço, dor ou zumbido no ouvido que frequentemente levam a alteração do sono e fadiga.

Esta dor é de origem muscular, articular ou mista. Ela inclui vários subgrupos de dores musculares relacionadas à atividade da mandíbula. Na maioria das vezes, a disfunção é gerada pelo mau funcionamento das estruturas internas desta articulação, causado por uma sobrecarga que pode promover pequenos ou grandes traumas, com comprometimento da musculatura das regiões circunvizinhas.

O diagnóstico de DTM deve englobar os aspectos físicos, emocionais, comportamentais e sociais dos pacientes, a exemplo do que ocorre na fibromialgia e outras dores crônicas.

Na maioria das vezes a dor do pescoço (cervicalgia), é o que leva o paciente a buscar assistência médica.

O médico por sua vez, solicita os exames de imagens, e na maioria dos casos, não percebe que esta dor pode ser ocasionada pela articulação temporomandibular. Esta articulação deixa sinais como: dentes lixados, assimetria da boca ( boca torta), ou hipertrofia do musculo masseter.  Dependendo do exame solicitado e de sua qualidade, como o raios-X  ou a ressonância magnética, pode aparecer imagens de hérnias de discos, compressões radiculares entre outros sem ter qualquer relação com a queixa atual ( achado ocasional de imagem).

Logo é necessário que o medico realize o ato médico completo o  que inclui o estudo da articulação temporomandibular – ATM.  A não realização do ato médico, muitas vezes levam o  paciente a ser  submetido  a procedimentos desnecessários, que incluem cirurgias ou rizotomias, entre outras, podendo agravar os seus sinais e sintomas.

Procure o reumatologista para o diagnóstico correto, pois, ele após estudos e avaliação detalhada  oferecera um planejamento terapêutico adequado, que inclui uma assistência multidisciplinar  e multiprofissional.

Leia mais:  Bruxismo

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Dor no pe em pacientes com artrose de joelhos

Dor no pe

A dor do pé é um sintoma comum entre os pacientes com osteoartrose de joelhos e, a sua presença pode agravar os sintomas e a função dos joelhos, prejudicando a sua qualidade de vida.
Estudo realizado na Universidade de Melbourne, Austrália mostrou que um em cada quatro pacientes com dores de joelhos por osteoartrose de joelhos, relataram dor em um ou ambos os pés ou tornozelos, em pelo menos metade dos dias do mês anterior com piora de sua qualidade de vida, e impactos psicológicos negativos, conforme questionário de avaliação.

A Osteoartrose de joelhos pode estar associada a vários sintomas de osteoartrose particularmente em mãos, porem poucos são os trabalhos que relatam a associação de piora da dor de joelhos com dor nos pés.

Para estudar os efeitos físicos e psicológicos da dor no pé em pacientes com osteoartrose de joelhos, foram avaliados 1.255 indivíduos, comprovados por radiografia. A dor nos pés este presente mais em mulheres, 66% e, em 55% em ambos os pés, muito dos quais com impacto psicológico negativo.

Os pesquisadores concluíram que são necessários mais estudos, os quais devem considerar os efeitos da modificação do calçado e palmilhas corretivas em pacientes com dor no pé e osteoartrose de joelho, a fim de aliviar o seu sofrimento.

Procure um reumatologista, clinico do aparelho locomotor para diagnosticar e tratar esta doença.
 

Mais informações:
Osteoartrite, Osteoartrose ou Artrose
 
 

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A Dor Lombar: um Sinal de AlertaAs lombalgias estão entre os distúrbios dolorosos que mais acometem os seres humanos, sendo que a sua incidência é um pouco menor que, a dor de cabeça. Popularmente chamada de dor nas costas, ela atinge 80% da população adulta em algum momento da vida. Aproximadamente 20% de seus portadores apresenta uma dor insuportável e limitante.

Ela é a principal causa de incapacidade em indivíduos com menos de 45 anos em países industrializados, e também a maior causa de absenteísmo no trabalho na faixa etária produtiva. Ela se apresenta com igual incidência em ambos os sexos. Cerca de 5% das crianças, também terão pelo menos um episódio de dor lombar neste período de vida. A lombalgia, na verdade, não é uma única doença, e sim um conjunto de sintomas. Já foram enumeradas mais de cinquenta causas que podem desencadear a mesma.

Devido à complexidade estrutural da coluna vertebral (discos, ligamentos, articulações, músculos, nervos, etc.), o medico muitas vezes, na maioria dos casos, tem dificuldade em identificar a ou as estruturas da coluna responsável pela dor.

Entretanto, após um mês de evolução, infelizmente, não mais que 35% dos doentes têm um diagnóstico de sua causa, segundo a literatura médica. Atualmente, com a evolução das técnicas de imagem (ressonância magnética), associada à experiência do médico e do conhecimento cientifico, o seu diagnóstico tem sido mais conclusivo. A dor lombar pode se manifestar de maneira aguda ou crônica, desde um simples movimento de torção, má postura até uma hérnia de disco.

Em aproximadamente 1,5% dos casos, a dor pode se irradiar para um ou ambos os membros inferiores, seguindo o trajeto de uma raiz nervosa, é a popular dor ciática, decorrente da compressão de uma ou mais raízes nervosas ao nível da espinha. A boa notícia é que mais da metade dos casos de dor lombar, se curam ou melhoram com simples medidas e às vezes pela própria natureza. A dor lombar aguda tem duração média de duas a seis semanas.

Cerca de 80% dos pacientes recuperam-se e retornam às suas atividades rotineiras. Mas, há casos em que a dor lombar é um aviso, ou seja, alarme de doenças mais graves que inclusive podem colocar a vida do paciente em risco e por isso requerem diagnóstico precoce e preciso.

Entretanto, a dor pode se tornar na crônica, onde podem estar envolvidos fatores psicossociais, como a falta de condicionamento físico, problemas familiares e no trabalho, ansiedade, depressão, vícios com o tabagismo, alcoolismo e abuso de drogas entre outros.

Conclusão.

Uma simples dor nas costas, principalmente quando ela persiste, deve ser bem avaliada, pelo reumatologista, especialista clinico do aparelho locomotor. O tratamento da lombalgia exige uma cumplicidade entre o medico e o paciente, que, deverá fazer a sua parte, obedecendo às orientações médicas. O tratamento na grande maioria dos casos é clinico. Cirurgia é exceção em até 5% dos casos.

Leia mais: As Dores Mais Comuns

 

 

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A fibromialgia é presente em 2 % a 8 % da população e é caracterizada por dor generalizada acompanhado por fadiga, distúrbios de memória e do sono.

A fibromialgia e outros estados de dor com amplificação central são muito melhor compreendidas agora do que nunca. Pode ser considerada como uma constelação de sintomas caracterizados por amplificação de dor no sistema nervoso central, com concomitante fadiga, problemas de memória, e perturbações do sono e do humor.

O tratamento eficaz é agora possível segundo um estudo publicado no JAMA em 2014.

Entre as muitas terapias disponíveis atualmente para seu gerenciamento e apoiado por altos níveis de evidência temos as modalidades não farmacológicas, incluindo educação, exercícios e terapia cognitivo-comportamental , e agentes farmacológicos tais como antidepressivos tricíclicos , inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina e os gabapentinoides.

A abordagem ideal para o tratamento é integrar terapia farmacológica e não farmacológica , envolvendo os pacientes como participantes ativos, salienta os reumatologista drs. José e   Evelin Goldenberg. Todos os pacientes devem ser informados sobre a natureza não progressiva da sua condição e sobre a importância de ter um papel ativo no seu próprio cuidado através da redução de estresse, melhora do sono e exercícios.

A farmacoterapia deve ser orientada por sintomas que acompanham a dor ou seja cada caso é um caso e deve ser tratado de forma individualizado.

O sucesso do tratamento pode exigir o uso concomitante de várias classes de drogas. E hoje podemos afirmar que o tratamento eficaz para a fibromialgia é agora possível.

 

Leia mais: Fibromialgia: A dor crônica

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Fibromialgia, a Dor PersistenteA síndrome da fibromialgia juvenil é uma doença que acomete crianças e adolescentes e que se caracteriza por uma dor difusa persistente. Esta dor pode desencadear sintomas de ansiedade ou depressão, ausência ou mudança de comportamento na escola, no lar, nas atividades do dia a dia ou no trabalho, impactando na qualidade de vida e nas relações familiares e sociais. Muitas vezes o que chama a atenção é o bruxismo, dor de cabeça, que pode confundir com a necessidade de usar de oculos, sonambulismo e conversar durante o sono. Esta sindrome tem como um dos fatores desencadeantes o relacionamento familiar, ou o ambito social (escola, clube, etc.).

Infelizmente o seu diagnóstico e tratamento é muitas vezes retardado em função da falta de familiaridade dos profissionais de saude e dos proprios pais. Em razão de não existir ferramentas diagnósticas como exames laboraboriais e de imagem especificos, cujos resultados na maioria dos casos estão dentro da normalidade os pais angustiados e preocupados perambulam pelos consultorios medicos com sacolas de exames. Em razão do não recolhecimento desta sindrome, os pacientes passam a ser descreditados. Eles tambem podem passar a imagem de querer se aproveitar da situação chamando a atenção sobre si.

O diagnóstico desta sindrome de origem desconhecida é eminentemente clinico, ou seja, exige uma boa conversa com o paciente e seus responsáveis em que o historico familiar, escolar, e psicologico do paciente e dos pais, devem ser anotados. A seguir o exame clinico e reumatologico detalhado.

Uma vez, obtidos as informações necessárias o profissional deve expor com clareza o raciocinio clinico e a estrategia do tratamento que pode incluir; medicação, exercicios apropriados e apoio psicologico entre outros.

Portanto, pais ou responsáveis estejam atentos à queixas e comportamento de seus filhos, afim de previnir problemas futuros.

Leia mais: Fibromialgia: A dor crônica

 

 

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Dores Musculoesqueléticas na Gestação.
A queixas musculoesqueléticas são frequentes na gravidez.

Dores Musculoesqueléticas na Gestação A gestação é um sonho da maioria das mulheres que promove mudanças orgânicas profundas em condições normais, principalmente devido as alterações dos níveis hormonais, durante todo o período gestacional e no pos parto, que afetam a anatomia, a fisiologia e o metabolismo materno. Logo, é essencial diferenciar entre o normal e manifestações anormais da gravide.

As queixas musculoesqueléticas são frequentes na gravidez. Elas são devidas a frouxidão ligamentar, inchaço de partes moles, ganho de peso e mudança no centro de gravidade da coluna vertebral, alterando a posição postural, o que contribuem para os sintomas musculoesqueléticos. A frouxidão ligamentar é importante, pois, permite a remodelação da arquitetura pélvica e o alargamento da sínfise púbica afim de permitir o parto transvaginal. O edema dos tecidos moles é observado em até 80 % das mulheres, principalmente durante as últimas 8 semanas de gravidez , e pode contribuir para sintomas relacionados aos tendões e compressão de nervos periféricos em especial o nervo mediano na região palmar dos punhos com sintomas de formigamento o que caracteriza a síndrome do túnel do carpo.

O ganho de peso na gravidez aumenta a carga sobre as articulações: um aumento de 20 % pode aumentar em até 100% a carga sobre uma articulação.

A posição do útero gravídico desloca o centro de gravidade da coluna vertebral causando a hiperlordose, que favorece a tensão mecânica nas costas e nas articulações sacro-ilíacas, promovendo dor lombar e pélvica.

A queixa de dor nas costas esta presente em até 72 % das mulheres grávidas. O seu risco aumenta com a idade materna avançada, história de dor lombar anterior relacionada com as outras gestações, multiparidade e obesidade. A dor ciática é rara e ocorre em 1% dos casos. Dor pélvica na gravidez é comum nas regiões anterioriores ou posteriores da pélvis decorrente do aumento da frouxidão ligamentar na região.

A dor no quadril pode ocorrer com menor freqüência o que requer um diagnóstico diferencial que inclui a osteoporose transitória mais comum no terceiro trimestre e a necrose avascular que requer tratamento especializado.

A tenossinovite De Quervain é devido a inflamação do tendão abdutor longo do polegar e extensor pollicis brevis presentes no compartimento dorsal do punho. Embora muitas vezes relacionados com o movimento repetitivo, essa condição também é comum na gravidez e mulheres lactantes, sintomas esses atribuídos à retenção de líquidos associados com alterações hormonais. Cessado o período de pós-parto e lactação estes sintomas desaparecem.

Além das manifestações musculoesqueléticas, as gestantes também podem relatar dores nas pequenas articulações das mãos. Um estudo demonstrou que estes sinais e sintomas se manifestam no terceiro trimestre, sendo somente a dor (artralgias) em 10% dos casos e a artrite em 9,6% dos casos, todas com remissão espontânea após a gestação.

Em resumo, é importante o acompanhamento cuidadoso das manifestações musculoesqueléticas na gestação. Muitas vezes, elas requerem um diagnóstico diferencial com outras doenças reumáticas e tratamento especializado. O reumatologista, clinico do aparelho locomotor é o especialista com formação adequada para conduzir esses casos em associação com o obstetra.

Leia mais: Artrite Reumatoide e Gravidez

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Pontos Dor Crônica

Clinica especializado no tratamento da dor crônica

A dor é uma sensação subjetiva desagradável e ruim. É uma experiência sensorial e emocional associada com danos reais ou potenciais em parte ou partes do corpo.

A dor pode se manifestar de forma aguda ou crônica. Neste artigo daremos ênfase ao tratamento da dor crônica.

O tratamento é multiprofissional e multidisciplinar e envolvem a utilização de medicamentos, procedimentos (fisioterapia, acupuntura, etc.) e, principalmente ensinar aos pacientes estratégias de como lidar com a dor, pois, em grande parte ela deverá ser controlada pelo próprio paciente, devido a importante conexão mente e corpo.

Enfrentar a dor depende de cada um e envolvem várias ferramentas e tarefas relativamente simples que podem permitir que o paciente tenha uma melhor e ampla perspectiva para o seu controle.

Entre as principais ferramentas temos:

A – Informação: é papel de o médico explicar e conscientizar o paciente sobre a sua dor e as opções de tratamentos, incluindo os prós e contras. Trata-se de descrever aos pacientes as diferenças de como funciona a dor: do nervo, do músculo e da inflamação. O paciente também deve ser informado de como os sinais de dor vão para o cérebro e os mecanismos de seu controle, ou seja, criar um botão imaginário de controle de volume que amplifica ou recusa a dor, e que há pelo menos cinco situações a serem consideradas: ansiedade, depressão, raiva, insônia e mudança de seu foco.

B – Aceitar como realidade: a dor não necessariamente deve ser equiparada com o sofrimento. Esta percepção pode ajudar a evitar que ocorra a exacerbação da dor com poderosa amplificação do quadro, o que é catastrófico. Os pacientes podem rejeitar a idéia de aceitação, entretanto devem ser encorajados para mudanças.

C – Redução dos fatores de estresse: este é um calmante que pode ter um efeito significativo sobre o alivio da dor. As opções para encontrar o alívio do estresse significativo são várias, entre elas, tai chi, relaxamento muscular progressivo, yoga, meditação, biofeedback ou simplesmente respirar, visto que é a única parte da resposta ao estresse que você pode controlar.

D – Manter o equilíbrio: ter consciência que o corpo tem limite e o dia 24 horas. Equilibrar as atividades com gestão do tempo, dormindo o suficiente. Logo, o paciente deve ter o tempo necessário para as suas atividades, incluindo o tempo ocioso e parar a atividade mais cedo do que de costume, tendo o nível de dor como referencia.

E – Como lidar com a dor: orientar o paciente que alem de compressas quentes, de gelo ou massagens por exemplo, é importante que o mesmo tenha tempo para a recreação, pois, ela é um excelente analgésico procurando incentivar as suas habilidades para que o mesmo não se torne completamente dependente de remédio.

Em conclusão: para o sucesso do tratamento é importante uma abordagem que faça com que o paciente assuma um papel pró-ativo ao lidar com a sua própria dor o que é muitas vezes negligenciado o que permitirá quem sabe, uma mudança do seu relacionamento com a mesma.

Não é tanto o tipo de dor que uma pessoa tem, e sim a sua postura frente a sua própria dor.

 

Leia mais: Alívio da Dor Crônica
Leia mais: Dor Crônica: Considerações e Tratamento

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Radiculopatia:A Radiculopatia é o termo médico utilizado para caracterizar os sintomas de dor, dormência ou formigamento que ocorre quando os nervos que se encontram no interior das estruturas da coluna vertebral são comprimidos e lesados por causas diversas.

A radiculopatia pode comprometer várias partes do corpo humano, particularmente membros superiores e inferiores na dependência do nível da coluna em que os grupos de nervos são comprometidos. O “termo nervo pinçado” é referido pelas pessoas leigas como sinônimo de radiculopatia.

Entre as radiculopatias mais comuns temos:

  • Radiculopatia cervical – Os pacientes que apresentam este tipo de radiculopatia têm  dor , dormência, formigamento em um ou ambos os membros superiores. Ela se apresenta quando um ou mais dos nervos que saem da coluna vertebral são pressionados (apertados e danificados). São as conhecidas como braquialgia.
  • Radiculopatia lombossacra – As pessoas com este tipo de radiculopatia têm dor, dormência ou formigamento nas nádegas e as mesmas migram para os membros inferiores devido a  compressão dos nervos que partem da coluna lombar.  São denominadas de ciática.

 

O que causa radiculopatia?

Radiculopatia geralmente é causada por um problema que ocorre nas estruturas da parte posterior da coluna vertebral, o que inclui vértebras, medula espinal e os nervos, discos, músculos, tendões e ligamentos. Os problemas em regra geral são devidos a lesões dos discos (hérnias), bicos de papagaio (osteofitos), redução do diâmetro do canal vertebral (estenose ) entre outras. Porem, elas podem ser devido a outras causas como, tumores, infecções, inflamações, entre outras.

Caso você tenha  uma nova dor, dormência ou formigamento que se espalha para os braços ou as pernas provenientes de sua coluna vertebral, consulte um médico.

O mesmo realizará o ato medico completo e o exame do aparelho locomotor e neurológico e solicitará os exames necessários como: raios-X, ressonância magnética ou tomografia computadorizada que permitirão analisar as possíveis causas acima descritas. Caso necessário uma eletroneuromiografia.

 

Leia mais: O que é Radiculopatia?

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Hipermobilidade Articular e Dores Músculo Esqueléticas

Hipermobilidade Articular e Dores Músculo Esqueléticas A hipermobilidade articular é uma síndrome consequente a uma frouxidão de seus ligamentos. Assim sendo, o seu portador costuma apresentar um aumento importante de sua flexibilidade o que permite a execução de movimentos extremos, além do limite fisiológico, como se a articulação não tivesse uma “trava”, o que possibilita realizar, inclusive movimentos de contorcionismo.

Esta síndrome hipermobilidade articular é mais frequente em crianças e adolescentes; a frouxidão ligamentar passa ser mais restrita à medida que o individuo envelhece.

Ao contrário do pensamento em geral ela pode ser prejudicial, pois o seu portador pode se queixar de dores decorrentes da aplicação de uma força mecânica mais elevada em várias situações o que inclui os movimentos habituais na rotina diária, em atividades de recreação e esportivas, que podem promover um estresse sobre as suas estruturas provocando lesões. Os sintomas costumam ocorrer mais ao entardecer e a noite, regra geral, após a realização de esportes – como corridas, jogar futebol, volei, esportes marciais entre outros.

Os sintomas de dores articulares ou musculares são mais comuns nos membros inferiores coxas e pernas, joelhos, tornozelos e pés, articulações estas mais sujeitas à sobrecarga após esforços. As dores em membros superiores são menos frequentes, a não ser nos ombros (que são sujeitos a lesões em determinados esportes de impacto) e cotovelos (na sua hiperextenção). A articulação coxofemoral raramente é acometida.

Estudos mostram esta síndrome incidir em 34% de crianças entre 1 a 5 anos de idade sendo que 50% relataram dor articular ( artralgia ). Entre 10 e 12 anos, 32% apresentam dor pelo menos uma vez por semana.

A associação com fibromialgia juvenil em 1,2 a 6,2 % dos casos. Relatos também de dor crônica, fadiga e desautonomia que promovem impactos sobre a qualidade de vida dos pacientes.